Economia Circular – Oportunidade para empreender com propósito e engajamento.

Escrevo este post no dia 05 de junho de 2018, faltando apenas 12 anos para 2030. Neste exato momento da história da economia humana, de acordo com relatório da e-Waste Monitor 2017, produzimos cerca de 44,7 milhões de toneladas de lixo digital por ano. Além disso, até 2015 produzimos cerca de 8 bilhões de toneladas de lixo plástico que, na sua maior parte foi jogado na natureza, demorando no mínimo 30 anos para começar a desaparecer.

Todo esse lixo é, salvo em raras exceções, produtos ou embalagens para produtos. Lamentável por um lado, mas oportuno por outro. Lamentável pois precisamos muito ter mais lucidez na hora de produzir algo que possa ser facilmente reutilizado e reaproveitável, com menos impacto ambiental negativo. Oportuno porque o que chamamos de “lixo” na verdade nem sempre é realmente algo que não pode ser mais renovado e reutilizado. E é aí que nasce a ideia de circularidade da economia, um sistema que estima gerar cerca de 3,4 milhões de empregos e permitirá empreendimentos com propósito e engajamento.

A economia circular tem por objetivo alcançar o nível de “zero resíduos” e, para isso, baseia-se em 6 princípios fundamentais:

1- Renovar: usar materiais reutilizáveis e energia renovável;

2- Compartilhar: prolongar a vida útil dos bens por meio de manutenção, materiais e design, bem como incentivar a troca dos mesmos;

3- Otimizar: desenvolver cadeias produtivas com desperdício zero, principalmente por meio da melhora de eficiência dos insumos;

4- Circular: ter a remanufatura e reciclagem com meio para manter os materiais usados em produção em “ciclos fechados”;

5- Virtualizar: sempre que possível vender mercadorias e serviços digitalmente;

6- Substituir: métodos e matérias primas antigas por novas biodegradáveis, bem como implantar novas formas de produção, como a produção 3D.

Na economia circular não cabem pontas soltas bem como não cabem posições privilegiadas em detrimento de outras. O sucesso vem do resultado alcançado de resíduo zero. Para isso é importante entender que estes 6 princípios se originam na dependência de uma forma de pensar mais lúcida, em que 4 competências fundamentais se destacam:

1- Visão Sistêmica para conseguir conceber processos complexos que funcionem em harmonia possibilitando o reaproveitamento 100%;

2- Colaboração pois a necessidade múltiplas competências bem como o engajamento de todos os envolvidos no processo são imprescindíveis;

3- Pensamento Circular para pensar fora da caixa e enxergar novas soluções criativas e relações de consumo que quebrem o modelo atual de consumismo.

4- Visão de Negócio profunda, com conhecimento técnico total sobre o negócio para enxergar claramente onde quebrar paradigmas e estabelecer novas soluções.

A economia circular é um tipo de oportunidade ameaçadora, pois permite empreender, gerar empregos, renda e uma vida melhor, mas ameaçadora pois não há alternativa para este modelo. Quanto mais cedo empreender neste novo modelo, maiores e melhores serão os resultados. No entanto, por um tempo, aqueles que têm maior fixação e apego ao sistema de capitalismo atual, gerando toneladas de “lixo”, poluição e degradação da vida poderão até lutar, mas a seleção natural dará por extinto este tipo de espécie, pois não haverá mais ecossistema para isso.

Fato é que investir nesse novo formato de negócios já não é mais querer mudar o mundo sozinho, pois grande parte das startups já tem como base esse tipo de propósito, trazendo inovações disruptivas e ganhando mercado de grandes companhias que tem tido dificuldade para atrair ou manter talentos e romper o tradicionalismo de suas culturas internas lineares. Investir em economia circular é competitividade, responsabilidade e vitalidade.

Samilo Lopes – Gestor de Marketing da Seleta Negócios e suas marcas.

E-mail: samilo.lopes@seletafranchising.com.br

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